quinta-feira, 14 de julho de 2011

Windows XP deve morrer em menos de 1000 dias

Segundo a Microsoft, usuários do sistema operacional devem fazer o quanto antes a transição para o Windows 7.





Uma atualização publicada na última segunda-feira (11 de julho) por Stephen L Rose, no blog oficial do Windows, afirma que a versão XP do sistema operacional está com os dias contados. Segundo o autor do texto, o software deve perder o suporte estendido em menos de 1000 dias, motivo mais que suficiente para os usuários migrarem para uma versão mais atualizada.

(Fonte da imagem: Microsoft )

O autor também defende a ideia de que aquilo que era a melhor opção há 10 anos não possui a mesma força atualmente, afirmando que o Windows 7 resolve muitos dos problemas encontrados na versão XP. A partir do dia 8 de abril de 2014, atualizações de segurança e revisões de código não estarão mais disponíveis para o sistema, o que deixará máquinas vulneráveis a qualquer ameaça que surja a partir desse momento.

Outro argumento em favor do abandono do Windows XP é o fato de que muitos desenvolvedores terceirizados não estão mais dando suporte ao produto. Com isso, a possibilidade de ocorrência de problemas de segurança ou incompatibilidade cresce, o que deve resultar em mais custos para os departamentos de tecnologia de informação de grandes companhias.

O tom do texto produzido por Rose é alarmista, com trechos que afirmam que companhias que não começarem agora mesmo a transição para o Windows 7 correm o risco de expor suas informações a pessoas mal intencionadas. Segundo ele, companhias como Samsung, Boeing e BMW reconhecem a superioridade do sistema operacional atual, que traria mais segurança e aumentaria a produtividade dos funcionários.
Windows 7 ultrapassa as 400 milhões de cópias

Também na segunda-feira, durante a Worlwide Partner Conference (WPC), evento da Microsoft que ocorre na cidade de Los Angeles, Steve Ballmer revelou que o Windows 7 já vendeu mais de 400 milhões de unidades. Segundo a companhia, sete cópias do sistema operacional são vendidas a cada segundo.

Porém, não foram reveladas quantas unidades do produto são vendidas de forma individual e quantas são disponibilizadas pelo sistema OEM, espécie de venda casada em que o usuário compra uma máquina que já vem com o produto instalado. Outra informação divulgada pela companhia é a de que o Internet Explorer 9 é o navegador mais utilizado por quem opera com o Windows 7 nos Estados Unidos.

Segundo dados do Net Applications, divulgados em junho deste ano, o sistema operacional já é usado por 27% dos computadores do mundo. A expectativa da Microsoft é que a participação de mercado aumente ainda mais, principalmente devido aos usuários que estão fazendo a transição do Windows XP para um sistema mais moderno
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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Plano Nacional de Banda Larga:

 as pegadinhas que você não viu O governo lançará a Banda Larga a 35 reais em 90 dias, porém com limite de downloads. Confira todos os detalhes sobre o assunto.Depois de muita negociação por parte do governo e das empresas de telecomunicações, oPlano Nacional de Banda Larga realmente vai chegar ao consumidor final, uma iniciativa que pretende deixar todo mundo conectado na internet.


Logo do PNBL (Fonte da imagem: Ministério das Comunicações)

O plano foi oficialmente lançado em maio de 2010 e tem como objetivo disponibilizar conexão inicialmente para cerca de 14 milhões de casa, chegando a 40 milhões de domicílios até o ano 2014.

Desde o lançamento até hoje, o PNBL já contou com cortes no orçamento, nas metas estabelecidas e até no preço inicial para o consumidor. Inicialmente, a tarifa mensal seria de R$ 15, com velocidade de 512 kbps.
Em três meses

Porém, agora a Banda Larga vai, de fato, sair do papel. O Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou que o novo PNBL será disponibilizado para o público em 90 dias, com um custo mensal de R$ 35 (por assinatura). A velocidade inicial do novo plano será de 1Mbps, um plano que grande parte das operadoras já oferecem.

Para os estados que aprovaram o corte da cobrança do ICMS proposto pelo governo, a Banda Larga Popular deve chegar ao valor de R$ 29,90. São Paulo, Distrito Federal e Pará fazem parte da lista dos que já aprovaram o projeto de isenção.



Vale lembrar que o valor de R$ 35 para o plano de 1 Mbps não é fixo. Segundo o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, esse valor sofrerá reajustes anuais, calculados a partir de índices setoriais dos serviços de telefonia e internet.
As pegadinhas

Apesar da grande espera pelo PNBL, o plano não pode ser tão vantajoso como muito se espera. Entre os problemas estão a limitação de banda para downloads e a qualidade do serviço prestado.
O limite de downloads

O mais grave certamente é o limite de downloads disponibilizados pelo plano. De acordo com o projeto, o usuário só poderá baixar um limite máximo de 300 MB por mês. Caso o usuário exceda esse total, será preciso pagar mais ou terá sua velocidade de conexão reduzida até o mês seguinte.

Tendo em vista que um vídeo de cerca de 40 minutos, em qualidade média (AVI), apresenta o tamanho total de 350 MB, fica mais do que fácil “liquidar” com o limite apenas baixando um arquivo só.



Já arquivos de 700 MB (tamanho de um longa-metragem em qualidade média) ultrapassam com facilidade o limite liberado para o plano. Para arquivos menores, os 300 MB equivalem a cerca de 60 músicas em MP3 ou quatro episódios de séries de TV de 20 minutos em qualidade mais baixa (RMVB).

Enquanto algumas empresas não contam com esse limite de downloads (como a GVT), outras apresentam em seus contratos limites para planos de 1 Mbps. Entretanto, em alguns casos, o usuário pode baixar até 80 GB antes de atingir o limite máximo proposto e ter a velocidade diminuída.
O acordo

Para fechar o acordo com as empresas de telefonia para oferecer a banda larga, o governo abriu mão das metas de qualidade do serviço, o que pode prejudicar o usuário final. A exigência em relação à qualidade havia sido feita pela própria presidente, meses anteriores.

Dilma em seu primeiro pronunciamento (Fonte da imagem: WikiCommons)

O que pode acontecer, portanto, é que aqueles que pagam menos, devido ao plano, recebam um serviço de pior qualidade do que outros usuários. Para completar, o PNBL vai se utilizar de cabos de fibra ótica de empresas privadas e governos estaduais, o que a torna dependente dos investimentos privados para expandir todo o projeto.
Não é em todo lugar

Apesar de ser um plano “Nacional”, a Banda Larga Popular não será disponibilizada em todos os locais daqui a 90 dias. Confira os estados que já tem cidades contempladas pelo plano:
Alagoas
Bahia
Ceará
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Minas Gerais
Paraíba
Pernambuco
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Sergipe
São Paulo
Tocantins

Mesmo nos estados que já terão o PNBL, não serão todas as cidades que terão suporte ao plano de 35 reais. As ofertas para outras cidades serão, novamente, dependentes dos investimentos em fibra ótica das empresas de telecomunicação.



No lançamento do programa, apenas 100 cidades terão suporte à Banda Larga Popular, somando os 14 milhões previstos pelo governo. Nenhuma fica na Região Sul e apenas uma (Tocantins) está na região Norte.
"Soluções"

O problema da qualidade já foi comentado pelo Ministro das Comunicações. Segundo Paulo Bernardo, já existem dois regulamentos em tramitação na Anatel que tratam do assunto da qualidade mínima da internet fixa e móvel e devem valer a partir de 2012.

Para dar conta dos investimentos, empresas como a Telefônica, Oi, CTBC e Sercomtel vão cumprir uma meta anual, chegando aos municípios propostos até 2014. Caso isso não seja cumprido, o governo prevê punições e multas. Ainda não se sabe quais serão os valores de multas cobradas das empresas de telecomunicações.



Se discute ainda a criação de uma nova empresa com o apoio da Telebrás e Eletrobrás, que poderá investir nas redes de fibra óticas disponíveis no país.

Já em relação às cidades contempladas, o que se espera é que o PNBL evolua, oferecendo em novos locais a Banda Larga por um preço acessível a boa parte da população. O investimento deve ser progressivo, aumentando até 2014 as ofertas de internet para boa parte do país.

No que diz respeito ao limite de downloads, o que se espera é que ele aumente conforme a oferta de Megabits. Até 2014, o governo pretende oferecer internet de até 5 Mbps em uma escala bem maior, como parte do plano de expansão.

O que o governo espera é baixar o preço da internet pela metade, dobrando a velocidade de conexão. Segundo Bernardo, 70% das pessoas disseram não ter internet por causa do preço, portanto, o que se espera é uma "boa" adesão ao programa.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Você sabia que usar um estabilizador não serve para nada?

Conectar o computador nesses aparelhos pode não ser uma boa ideia. Confira agora quais são os motivos para essa afirmação.



Pare tudo o que está fazendo e olhe para o seu computador. Responda para você mesmo: onde ele está conectado? A resposta que a grande maioria dos usuários deve dar é a mesma: estabilizador. O equipamento é responsável pela conexão de aparelhos eletrônicos a tomadas na casa dos brasileiros há décadas, antes mesmo de existirem os computadores pessoais.

Isso acontece porque, desde os idos de 1940, o Brasil sofre com a instabilidade na tensão dasredes elétricas, o que pode causar problemas sérios aos aparelhos eletrônicos. Mas você já se perguntou se os estabilizadores realmente conseguem estabilizar as correntes elétricas para mandar um sinal limpo aos dispositivos?

(Fonte da imagem: divulgação/Microsol)

O Tecmundo foi atrás das informações para mostrar se a afirmação “Usar um estabilizador não serve para nada” é realmente correta. Aproveite este artigo para tirar todas as dúvidas que você possui em relação aos aparelhos e também para saber se vale a pena utilizar estabilizadores para ligar os seus eletroeletrônicos.
O que prometem?

Quando um estabilizador é comprado, os consumidores estão esperando uma série de vantagens para seus equipamentos. Promete-se aos usuários, que os dispositivos serão os principais responsáveis pelo nivelamento da tensão elétrica (voltagem) da rede. Com isso, picos de energia não afetariam diretamente os aparelhos.

Teoricamente, sempre que a rede elétrica sobe de tensão, os estabilizadores entram em ação para regular a voltagem aplicada a cada aparelho e evitar que eles sejam queimados. Quando a rede baixa sua tensão, o processo ocorre de maneira inversa: ele é utilizado para aumentar a tensão e não deixar que os eletrônicos sejam desligados. Ressaltamos: teoricamente.
O que eles realmente fazem?

Pode-se dizer que os estabilizadores servem para queimar no lugar dos aparelhos. Como assim, Tecmundo? É simples, todos eles são construídos com um fusível de proteção, que é queimado em situações de tensão muito instável da rede elétrica. Quando isso acontece, o estabilizador deixa de funcionar e o fornecimento de energia é interrompido.

Dessa forma, a instabilidade na tensão (possíveis sobrecargas) não chega diretamente aos eletroeletrônicos e estragos maiores são evitados. Fora isso, também se pode dizer que estabilizadores são excelentes extensores de capacidade para tomadas (os populares “Benjamins” ou “Tês”). Isso porque permitem que vários aparelhos sejam ligados em uma mesma tomada, mas sem riscos de curto-circuito (um perigo existente).

Nós contatamos o professor do Departamento de Eletrotécnica da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Eduardo Romaneli, doutor em Eletrônica de Potência, para trazer um parecer técnico ao artigo. Ele nos deu várias informações que comprovam a ineficácia dos estabilizadores em redes domésticas no Brasil.

(Fonte da imagem: divulgação/Microsol)

Segundo ele, atualmente, com o desenvolvimento de fontes de alimentação universais que atuam automaticamente em redes de 127 V ou 220 V, o uso de estabilizadores é desnecessário. O professor pondera também que estabilizadores não têm capacidade para atuar na qualidade da energia elétrica, por isso, as redes com altos níveis de poluição não têm suas tensões corrigidas (inclusive, há casos em que a qualidade do sinal entregue aos dispositivos eletrônicos é inferior ao da rede comercial).

Romaneli afirma ainda que os melhores estabilizadores oferecem tempos de resposta em torno de 8,3 milissegundos, o que ainda é considerado muito alto. Esse tempo de resposta, quando muito alto, pode ser responsável por falhas de funcionamento em aparelhos sensíveis. Outro ponto negativo é a limitação do efeito de estabilização da tensão limitada a alguns patamares fixos.

Dessa forma, fica claro que a real funcionalidade dos estabilizadores está muito aquém do que se espera de um dispositivo eletrônico de manutenção elétrica. Então surge outra dúvida na cabeça dos usuários: existe algo que possa ser utilizado para uma manutenção da tensão elétrica que seja realmente eficaz?
Filtros de linha: um pouco menos de decepção

Filtros de linha são um pouco melhores do que estabilizadores, mas estão bem longe de serem os verdadeiros salvadores. A grande maioria deles não corrige problemas na rede elétrica, passando o mesmo ruído recebido pela tomada para os aparelhos que estiverem conectados. Pelo menos é isso que acontece com os filtros mais baratos do mercado.

(Fonte da imagem: divulgação/Ethereal)

Quem pode gastar um pouco mais encontra nos filtros de linha com suporte para filtragem eletromagnética uma boa opção. O problema é que, no Brasil, esse tipo de componente é raro e a grande maioria dos “filtros” não passa de extensões. Isso acontece porque não há componentes de filtragem, apenas o fusível para bloquear possíveis surtos de tensão (igual ao que acontece com os estabilizadores).
Qual a verdadeira salvação?

Infelizmente, a alternativa que realmente funciona é um pouco mais cara do que estabilizadores e filtros de linha. Estamos falando dos no-breaks. Esse tipo de componente elétrico oferece proteção em quatro frentes diferentes:
Proteção contra surtos de tensão;
Proteção contra queda de tensão;
Proteção contra queda na energia (falta de luz);
Proteção contra oscilação da frequência.

Dentro do segmento dos no-breaks, ainda é possível dividi-los em dois tipos diferentes. Os no-breaks offline, que são os mais comuns e baratos, são muito indicados para residências, pois conseguem armazenar energia elétrica em suas baterias para suprir a necessidade por curtos períodos de tempo, além de manter o sinal elétrico estável e limpo.

Já grandes servidores costumam utilizar no-breaks online, que são o que existe de mais completo em termos de prevenção de problemas elétricos. Esse tipo de aparelho está em constante troca de energia, pois alimenta os computadores (por exemplo) com a carga da bateria, ao mesmo tempo em que se recarrega pela energia oriunda das tomadas.

(Fonte da imagem: divulgação/Microsol)

Segundo o já mencionado professor Eduardo Romaneli, são os no-breaks online que oferecem segurança e estabilidade mais confiáveis. O problema, como já dissemos, são os altos custos para a aquisição deles. Por isso, estima-se que a maioria esmagadora desses no-breaks está instalada para alimentar servidores e centrais vitais para as empresas.

Nota-se, portanto, que em instalações elétricas domésticas é muito mais recomendado o uso de no-breaks offline. Mas isso somente em locais onde a rede elétrica é instável demais, causando surtos de sinal que possam ocasionar estragos nos aparelhos eletrônicos. Em redes mais estáveis, a utilização de filtros de linha com suporte a filtragens eletromagnéticas seria suficiente
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

RRAM: a memória ultraveloz que está vindo para ficar Saiba mais sobre o desenvolvimento da memória que promete revolucionar o mundo dos smartphones e computadores.



A

indústria dos eletrônicos está em constante evolução. É comum vermos dispositivos cada vez menores e com mais poder de fogo sendo lançados. Mas a evolução também acontece dentro desses dispositivos, com os pequenos componentes que os formam. O problema é que, com o passar do tempo, os cientistas e engenheiros esbarram em limitações físicas desses componentes e, então, algo novo precisa ser pensado para substituir a tecnologia antiga. Afinal, o progresso não pode parar.

Desta vez, a indústria está se mobilizando para criar um novo tipo de memória, a Resistive Random-Access Memory (RRAM), como vem sendo chamada. Essa será uma memória não volátil, ou seja, os dados armazenados não serão apagados quando o computador for reinicializado, por exemplo.

Além disso, a RRAM oferece vantagens capazes de torná-la não apenas a substituta da memória Flash, mas também uma espécie de memória universal, combinando os benefícios da DRAM, a velocidade da SRAM e a não volatilidade da Flash.
Como funciona a RRAM?

Fotografia miscroscópica de um elemento RRAM feito de Óxido de Háfnio (Fonte da imagem: Imec)

Apontada como a candidata mais forte a substituir o modelo atual de memória de acesso randômico (RAM), a RRAM acabou criando uma espécie de corrida entre as empresas interessadas em lançar produtos com essa tecnologia. Por enquanto, as apostas dizem que teremos os primeiros chips de memória RRAM sendo produzidos entre 2012 e 2013.

A principal inovação desse tipo de memória se dá pela forma de armazenamento de dados. A memória RAM guarda os dados por meio de cargas elétricas. Dessa forma, quando a carga é cortada, ou seja, quando o computador é desligado, os dados são perdidos.

A RRAM opera de maneira diferente. A memória tem sido construída com base em materiais cujas resistividades podem ser alteradas para estados de alta e baixa condutividade. É a resistência desses materiais que guarda o estado do bit na memória, e o fato de o estado dessa resistividade não se alterar quando o computador é desligado torna a memória RRAM não volátil.

Ainda não há um consenso sobre qual é o melhor material para ser utilizado na fabricação da RAM resistiva. O Imec, laboratório belga responsável pelo programa de desenvolvimento da RRAM, acredita que a melhor alternativa são óxidos de metal e, no momento, os pesquisadores estão investigando materiais que sejam também compatíveis com o CMOS. Por enquanto, os materiais mais cotados têm sido o óxido de níquel (NiO) e o óxido de háfnio (HfO).
Vantagens da RRAM

As empresas que apostam na RRAM repetem sempre o mesmo discurso: a nova memória será capaz de operar a uma velocidade maior e com um consumo menor de energia. Mas como isso é possível?

Barra de cristal de Háfnio (Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

A resposta para a questão da velocidade está no óxido de háfnio. Ao usar o composto como isolante no lugar do dióxido de silício, a pesquisadora Päivi Törmä, da Universidade de Tecnologia de Helsinki, obteve um ganho de velocidade surpreendente. O acesso à memória, que antes demorava alguns milissegundos, passou a ser executado em apenas 100 nanossegundos, aumentando assim a velocidade de leitura e de escrita em até 100 mil vezes.

Comparada com a memória Flash, a RRAM também exige uma voltagem menor para ser usada, ou seja, para ler e gravar dados em seu interior. Graças a isso, a nova memória deve ser uma boa opção para dispositivos com poucos recursos, além de proporcionar maior economia de energia.

Como já abordado anteriormente, uma das grandes capacidades da RRAM é a possibilidade de construção de chips cada vez menores. Enquanto a DRAM e a Memória Flash podem chegar ao limite de 18 nanômetros, a memória à base de óxido de metal pode ultrapassar a barreira dos 16 nanômetros.
A quantas anda o desenvolvimento da RRAM?

Atualmente, existem pelo menos seis empresas interessadas no mercado de RRAM. Entre elas está a Samsung, que declarou recentemente a intenção de começar a fabricação em massa dessas memórias logo no primeiro semestre de 2012.

A HP é outra empresa que tem investido pesado na fabricação da memória do futuro. Inspirada pela teoria do professor Leon O. Chua, da Universidade da Califórnia, a companhia implementou, em 2008, o memristor, que funciona de maneira análoga ao chip de RRAM explicado neste artigo. Entretanto, o material escolhido pela HP foi o dióxido de titânio.

Circuito com 17 memristors capturado por microscópio atômico (Fonte da imagem: IEEE Spectrum)

Na prática, a empresa afirma, por meio de seu blog, que os memristors possibilitarão o desenvolvimento de smartphones e laptops com boot mais rápido e com duração maior da carga da bateria. Também podemos esperar por dispositivos cada vez mais finos e mais potentes. A HP acredita que as primeiras memórias RRAM chegarão ao mercado em meados de 2013.

Outro grande avanço feito pela HP foi constatar que o memristor é capaz não apenas de armazenar dados, mas também de realizar operações lógicas. Isso significa que, no futuro, esse tipo de memória pode acabar substituindo até mesmo os processadores, mantendo armazenamento e processamento no mesmo chip.

Ao romper essa barreira, teríamos dispositivos com ainda mais velocidade e economia de energia. A principal causa é o fato de que os dados teriam que percorrer distâncias menores, pois memória e processador estariam no mesmo chip.

Além disso, os memristors também poderão ser usados em aplicações de inteligência artificial. Engenheiros da Universidade de Michigan, por exemplo, já usaram a tecnologia para construir um computador baseado no cérebro de gatos.

Só nos resta esperar para ver quem ganhará a corrida da memória RAM resistiva.

sábado, 21 de maio de 2011

Rastreie seu laptop ou Android roubado pelo computador de casa


Aplicativo necessário: Prey
Número de passos:7 

Prey é um aplicativo totalmente gratuito que permite que você ratreie e localize seus dispositivos em caso de perda ou roubo. Ele funciona em todos os sistemas operacionais e é muito simples de manusear.
Para realizar a tarefa, uma pequeno agente é instalado no seu computador ou celular, e ao receber um sinal remoto, seja via internet ou por uma mensagem SMS, o agente começa a funcionar, permitindo que você recolha informações e realize funções em segundo plano, utilizando recursos mínimos.
O rastreio funciona através de uma triangulação feita pelo GPS do aparelho ou pelo ponto de Wi-Fi mais próximo, e a localização informada é extremamente precisa.
Veja abaixo como instalar e usar o Prey.
Passo 1. No site www.preyproject.com/download você encontra versões de downloads disponíveis, com suporte para Ubuntu, Windows, Android, Mac OS e Linux. Vamos usar o exemplo do Ubuntu, neste caso. Baixe o arquivo .deb disponível no site e faça a instalação;
Passo 2. Após instalar, abra o Prey e vá em “Main settings”, selecione “Enable Guest Account” e “Wifi autoconnect”, para aumentar as possibilidades de localizar o seu dispositivo. Ao término, selecione “Apply”.
O mesmo passo-a-passo funciona nos outros sistemas operacionais (Foto: Reprodução)O mesmo passo-a-passo funciona nos outros sistemas operacionais (Foto: Reprodução)
Passo 3. Já na aba “Reporting mode”, escolha a opção recomendada "Prey + Control panel" e depois clique em “Foward”;
Passo 4. Se você não for cadastrado, crie uma nova conta escolhendo a opção “New user”;
Passo 5. Agora que você já se registrou, vá no site www.control.preyproject.com e cadastre o seu dispositivo. Para isso, clique em “Add new device” e coloque as informações do aparelho;
Passo 6. Se o seu aparelho sumir ou for roubado, você pode ativar o Prey através do site, entrando na lista de dispositivos cadastrados e mudando o interruptor ao lado da palavra "Missing" para “On“. Aperte o botão de "Update" para confirmar a ação;
Acesse o site para ativar o agente de busca (Foto: Reprodução)Acesse o site para ativar o agente de busca (Foto: Reprodução)
Passo 7. Outras configurações também podem ser modificadas de acordo com a sua necessidade. Nas configurações para celulares Android e Laptops, você pode ajustar as opções de internet, GPS e atividades que desejar realizar remotamente no dispositivo, caso ele seja roubado;